quarta-feira, agosto 04, 2010

S A I __du__M E I O


Qual é o ponto que separa o que anda junto a nós?
Estar sozinho é uma fase é um estado.
Podemos estar no meio de uma multidão e se sentir o ser mais solitário do meio.
Mas qual é o meio?
O meio é aquele onde estamos nem pra lá, nem pra cá, mas sim no meio, ao meio e se sentir ao meio é meio chato.
O bom mesmo é se sentir inteiro, com todos os meios.
Aí eu digo, mas o que é sentir-se inteiro?
Inteiro é a tal metade do meio de um inteiro que completa, preenche e compõe o nosso meio, com outro meio, formando um inteiro de alguns meios.

E no meio desses meios?
Está aí a divisão!!!
Divisão não é uma boa palavra!
Dividir nunca foi meu resultado.
Somar meio com meio, multiplicar esses meios, por inteiros, essa é minha matemática.
Mas e a divisão?
É onde a paixão é emoção e o amor é sentimento.
E quando junta esses meios?
Aí então a gente acredita por instantes que fizemos um inteiro, completo.
Unir tais pra se sentir completo não é bom, porque senão a gente se satisfaz, e se satisfazer rapidamente é se enjoar facilmente.

Então quer dizer que ser incompleto é melhor?
Sim, pois só aí temos curiosidade, prazer e vontade de descobrir rapidamente o que nos satisfaz facilmente, desde meio em diante, é mais uma nova busca pra multiplicar as metades dos meios dos tais pra formarem inteiros.
Aí a história vai sempre continuar, com um meio, do meio, ao meio, sem meio, formando vários inteiros de nos mesmos.


Nilo Vieira – Julho 2008

FOTO: Semáforo _ Rua Paraibuna - São José dos Campos

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