segunda-feira, dezembro 19, 2011

Como amar em 5 dias? Beh Gute


Ouvir a frase: “Estou de férias no Brasil”.

Naquele momento vi em minha frente duas situações, de um lado a infinita possibilidade de conhecer mais sobre outro mundo, agregar valor, experiências de mundo. De outro lado já avistava o fim de um romance que não poderia continuar. Apenas esperar.

Encantado com o tom de sua voz e sua maneira leve de ver a vida, o lance de química bateu, o beijo combinou e a atenção e carinho foram únicos.
Longe da cidade e de qualquer som urbano os corpos se envolveram numa magia e mistura inexplicáveis.

A lua dessa vez apresentou com maestria sua melhor forma, nos guiando rumo ao lar. Não foi combinado, mas parecia que tudo tinha sido preparado nos mínimos detalhes, trilhas sonoras que o radio tocava se misturavam calmamente com a luz que nos envolvia.

Poucos dias pra nos encontrarmos novamente. Quanto mais momentos termos, mais momentos eu terei para sentir saudades.

Entendo a cada espaço de tempo e razão as diferenças, complicações e todo o momento que acontece. Mesmo assim não conseguimos fazer a perfeita analise 360 graus em nós mesmos.

Tempos, verbos e sujeitos se confundem em minha mente quando vejo que poderia sim ser um grande amor, mas não para ser vivido agora.

Das vezes que voltei pra casa ao som mais agudo do som do carro, minhas lagrimas se confundiam com a chuva que chegava a cidade e cuidava de lavar meus olhos nessa imensa distancia de lagrimas e para brisa.

Viver intensamente uma paixão se torna um erro, gostar de alguém e expressar esse sentimento assusta ao outro.

O domingo voltou a receber a chuva e dessa vez eram minhas lagrimas que molhavam as janelas de minha alma.

Os grandes poetas sempre diziam que para amar é preciso sofrer, não deveria ser assim.

A voz tímida na garganta me questionou inquietamente o porquê na vida sempre há de ser dessa maneira.

A vontade de alimentar esse sentimento é tão maior que a mera ilusória realidade que ele não pode acontecer.

Assim, amar em 5 dias se torna inexplicável, mas deixa eu viver nessa vida e sentir, mesmo que me machuque.

Ouvi dizer que enquanto eu estiver nessa busca por um amor ele jamais aparecerá e que o dia que eu não buscar mais, ele aparece, mas não serei eu que encontrarei e sim o amor que estava a minha procura.

Afinal tudo que planto e semeio, colherei frutos e verei suas flores. Vem de mim, da alma, se não for intenso não serei eu.

Paixão é assim, essa eterna tempestade em nosso ser. Amar? Ah quem me dera amar mais a cada dia, em 5, em 10 ou até mesmo pro resto da minha vida.

Por mais que eu volte a sofrer, jamais deixarei de acreditar no amor.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Todo EU pensa assim!


Antes na infância eu nada fazia da vida, mais fazia tanta coisa com vida.

Hoje tenho tanta coisa pra fazer, mas vivo com pitadas de brincadeiras em meus dias.

Antes tanto da vida escrevia, hoje vivo tanto o que não dá tempo pra escrever.

Certos padrões estéticos que obrigavam a me vestir do que eu não era, e hoje já não são mais padrões que sigo, me visto de eu mesmo, de corpo, de cara e de alma.

Conhecemos tantas pessoas em nossa vida, mais com o passar dos dias, os poucos próximos são bem mais valiosos.

Quando a gente é adolescente temos medo dos nossos pais, por conta de algo que aprontávamos, e hoje o medo é de não tê-los mais, para contarmos o que andamos aprontando.

Me vinha à mente uma pequena ideia ilusória sobre o amor, acreditava fielmente em amor a primeira vista, hoje acredito apenas em amor eterno.

Antes eu ia para a igreja porque minha mãe pedia, hoje acredito em Deus, tenho fé sem ninguém pedir.

Já gostei de tanta gente, hoje tanta gente gosta de mim.

Gastei tanto dinheiro com festas maravilhosas, hoje com dez reais faço a melhor festa do mundo.

Acreditava que amigos eram para sempre, hoje tenho certeza.

Já usei tantos modelos e cortes de cabelos, hoje já quase não tenho cabelos, mais parece que é pra cabeça aparecer, hoje certos estilos são engraçados.

Antes eu pensava tanto no futuro, hoje vivo fielmente meu presente, orgulhoso de meu passado e sem duvidas confiante no futuro.

Texto: Nilo Vieira 21/10/2011 - FOTO: Nilo Vieira 1989 - 03 aninhos =]

quinta-feira, setembro 01, 2011

Quem não quer amor na vida?


Acredito que todos comecem a escrever dizendo que há tempos não escrevem.
Sempre quando eu começo a escrever, eu fico na duvida em qual tempo ou pessoa escrever.

Presente, passado e futuro se conflitam com meu hoje, com meu agora.
As pessoas em suas formas singulares e plurais se agrupam em meu ser “eu”.
Sempre fui movido a sentimentos, esses sim, tempos, em tempos e há tempos, que me movem.
Questiono-me sobre esses sentimentos, e essa semana me veio demasiadamente todos eles em minha mente.
Sou um ser movido a, por, para sentimentos.
Nesse mundo de extremos em que vivemos que vai do belo à violência, do simples ao complexo, do tecnológico ao rudimentar, da modernidade à simplicidade, nos deixa em questionamentos infindáveis.
Amo meus pais e irmãos incondicionalmente, meus amigos, são minha extensão sentimental e meus amores? Cadê?
Os amores que passaram por minha vida até o momento, ou os que julgo terem sido amores, hoje moram em outras cidades, vivem outros ares, dormem em outras camas e beijam outras bocas.
Que os que sejam meus de verdade, não bandariam desta forma.

Eis as questões, esses amores, amam aos outros? Ainda me amam se é que me amaram?
Amam-se?

Na vida não mandamos em nosso coração, não controlamos o avassalo que nos move ao ver a pessoa, que nos faz tomar banhos mais leves, dormirmos mais felizes, respirar mais fundo ao ver o sol.
Quem dirá decidir, decifrar e definir o coração do outro.

Uma vez um amigo me disse que eu estaria muito firme com relação ao amor, e que um dia aparecerá alguém, um amor. Que me deixaria com mais dentes no sorriso.
Quem não quer amor na vida?

Amar, em sua forma e ser amado, em sua totalidade.

Mas, imaginativo que sou, crio a estória, invento a paixão.
Será carência? Vontade? Química?
Não sei.
Hoje, com olhos e mente bem mais aguçados, avalio e analiso cada gesto, cada atitude, cada comportamento, embora saiba que estou em conjunta avaliação.
Pessoas são diferentes, visões de mundo e outros demais e de menos aspectos, tornam as pessoas predispostas ao conhecer, ao novo e ao diferente.
Mas parece-me que algumas pessoas querem ao outro sim, mas como troféus, amuletos, peças de vitrine.
Estéticas, poderosas e caras.
Todos querem coisas boas ao lado.
Mas não os deixe de saber, que ostentações acabam, mas o humano em sua essência jamais acaba.
Pelo o contrário, evolui, amadurece e se enriquece.
O grande elo e duelo entre o ser e o ter.

Fiz boa analise das pessoas que existem em minha vida e tirei como conclusão que todos me amam pelo o ser.
E se um dia tiver a mais do que tenho hoje, meu ser, amadurecerá gradativamente.
Então me veio uma música de Oswaldo Montenegro à cabeça, A lista.
Reconheço-me sem duvidas no espelho de agora.
Me toma todo pensamento, muda o dia, transforma ideias.
Vejo-me velhinho sentado na varanda de minha casinha branca de janelas azuis à beira mar, sentindo-me feliz, de sempre ter amado, de ter conquistado fielmente as pessoas ao meu redor, de ter desejado bom dia a desconhecidos e de estar cercado pelo que me interessa.
Assim vivo. Amando fico mais amável.


Texto Nilo Vieira. Foto: Sítio São Luiz do Paraitinga.

terça-feira, agosto 09, 2011

Simples, alegre e amoroso.



Vem alegrar-me, minha segunda imagem de pai, aos dias.
Sutilmente abracemos ao longo dos encontros e aprendamos
Que a vida passa, e estamos ao acaso da felicidade.

Com você aprendi sobre liberdade, eu não via a hora de chegar às férias, andar com sua bicicleta e ao entardecer, chorar de rir ao contar os machucados.

Aprendi um tanto de alegria, os dias mais felizes, os finais de semana, festas de fim de ano e churrascos no sítio.

Conheci de música, as que mais contavam estórias, eram as que mais tocavam o coração.

Aprendi que, o canto dos pássaros era imitado em seus assobios, de tão doces se tornavam reais.

E assim, com ele, vivi como eterna criança, que a vida

Passa e não volta, nada deixa e nunca regressa.


Hoje longe, aos pés de Deus, mais perto, em minhas lembranças

Vi sempre em seus olhos amores, nunca ódios, nunca ouvi a levantar a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,

Ao seu lado sempre fomos mais do que crianças.

E como antes ele levou o óbolo ao barqueiro,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.

Simples, alegre e amoroso.


Em sua despedida o “bem-te-vi” prestou sua homenagem, cantou vagarosamente sua mais doce melodia, assim como seus mais engraçados assobios.

E o vento balançou calmamente as folhas das árvores, num lindo domingo, assim.

Simples, alegre e amoroso.




Homenagem ao meu Tio Jair (in memória)


segunda-feira, junho 06, 2011

O resto é só terra e céu.



Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

TEXTO:Fernando Pessoa, 20-9-1933
FOTO: Nilo Vieira - 17/01/2011 - Rio/Bahia

quarta-feira, junho 01, 2011

ACONTECE _ na semana de prova.

Então me surgem algumas dúvidas:

"Sempre as canetas escorregam das mãos, olhamos fixamente para o além e achando que sairá a brilhante resposta, ou então, acabamos mergulhando naquele pequeno universo que existe entre você e sua prova."


Que embora você tenha estudado para a prova ou não, certamente isso sempre ACONTECE!


Afinal o nome já diz, PROVA! Então provemos.


Mais cá entre nós:

é o papel mesmo que precisa saber ? [ ]
é o professor quem precisa saber? [ ]
é a gente que tem que saber? [ ]

X

Não sei!

Afinal e afinal de contas: Faço prova pela nota ou aprendo porque preciso?

Me lembra um filme.

Mais durante a prova de hoje(administração de agências), repentinamente me veio a cabeça, uma nostálgica lembrança tropicalista, suas cores, formas e músicas, não saiam da cabeça.


Engraçado não?

Mais eu respondi a prova.

Aguardem o resultado que eu conto.

terça-feira, maio 31, 2011

O verdadeiro sentido do "vem andar e voa"


A que de cima a terra é inofensiva.
Tudo parece tão pequeno diante aos olhos.
As casas, as ruas, prédios e carros se envolvem, numa só imagem, cinzenta, ampla e plana.
As nuvens formam mantas brancas nas montanhas.

Voar, sempre era uma das maiores ambições do homem, pois bem, ele conseguiu.
Daqui em diante o que será de seu desejo?

Aqui em cima, esquecemos que os homens sofrem; que existe fome, que a violência, as doenças e os vícios acabam com os jovens.

Neste ver aqui de cima, não temos sexo, cor, religião, vontade, desejo e nem tampouco defeitos.

Temos constantemente a única e inexplicável vontade de flutuar, voar, nos libertar.
As janelas pequenas de um mundo grandioso, apenas nos trazem o anseio de se ver e mais nada.

"O corpo respeita o limite da máquina e a máquina apenas conduz os limites do corpo."

O mundo é feito de formas, desenhos rebuscados no chão, que aqui perto de Deus, formam imagens belíssimas.

Quem vive ai em baixo e nunca pode vir aqui, não faz ideia da estética pura, leve e livre que aqui tem.
Se as curvas da estrada de Santos são preferidas por vocês; aqui não existem curvas, pois somos amplos, abertos, não temos esquinas, cruzamentos, vielas, nenhum obstáculo.

Estamos livres, podemos rodopiar.

Aqui não tem política, dinheiro, problemas e outras coisas que na terra tem.

"Aqui somos orientados pelo vento, motivados pelo sol, descansamos pela lua, vivemos de luz, respiramos liberdade, nos alimentamos de beleza, nosso futuro é o horizonte e somos guiados por Deus."

Texto: Nilo Vieira - 22 de Novembro de 2007 – Voo São José dos Campos – Porto Alegre.
Foto:Nilo VieiraBR116- BAHIA/JANEIRO 2011

quinta-feira, março 17, 2011

CARVÃO TROPICAL


VEM AI!!!!

CARVÃO TROPICAL



Romper fronteiras de conceitos estabelecidos em sociedade já corrompida ao avassalo da informação, fazendo uma surreal ligação entre as diferenças sociais e a estética.

Em forma contemporânea de poemas, crônicas e dissertaçõeS.

apresentar um universo paralelo, possível e existente da realidade mundana.

AGUARDEM ao
CARVÃO TROPICAL


FOTO: Nilo Vieira - Igreja de São Sebastião - Carneiros - Sertão Alagoano