
Como um contador de historias, muitas das vezes esquecemos de escrever a nossa própria.
Parece que a vida sempre nos prega uma das suas mirabolantes conspirações para ver como sairemos das situações.
Não existe lei nenhuma que proíba ou tire o direito de um ser humano crescer digno, às morais e ética, não sou eu, nem ninguém que pode intervir.
Durante anos o afeto materno fora feito de maneira indiscutível apenas com o propósito de amor, muitas das vezes a atenção paterna não havia. O tempo passa, e como areia no deserto a paisagem muda.
Sem motivos banais quaisquer que submetam ou denominem a culpa de um dos lados.
A saudosa maloca passa por delicados momentos, não é simples como parece, mas nem tampouco impossível como se imaginava.
Não existe entidade nenhuma no mundo que se igualem as estruturas familiares da maloca de tão unida vira saudosa.
Os gritos e choro de uma mãe que agoniza a uma prisão física imposta por escolhas mal sucedidas não são tão diferentes quanto aos de uma mãe presa ao carinho e afeto de carregar o tal pesado nome de mãe.
Hoje apenas esperamos respostas de perguntas que nunca fizemos, cedo ou tarde, às vezes tarde que se torna ao amanhecer e muitas das vezes cedo que se chega a findar ao entardecer.
Esperamos que não sejam apenas feitas de ilusões suas escolhas, pra que não fiquemos malucos em vão, nem em vida vã morrer de solidão.
Hoje é fácil perceber que o tempo realmente é a cura.
“Iapois”!!! Gloriosos saudosistas estão a esperar.
Um dia historias pregada por vidas mirabolantes, iram conspirar ao desejo humano de futuro, onde afeto e paisagem caminharam entrelaçados nas estruturas firmes de afeto de mãe, sairemos dos pregos e das conspirações, já não haverá gritos e choros, o sol amanhecerá e irá se por em todas as janelas e portas da tão saudosa e grandiosa maloca.
“Saudosistas gloriosos à cura iram encontrar,
Os malucos tornarão escolhas, morrerá a solidão,
À beira portas sentaram apenas o tempo a passar,
Contando suas histórias que guardam no coração.”
Texto: Nilo Vieira - Foto: Silás Basílio
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