terça-feira, setembro 28, 2010

Água pro vinho




Intimidade entre desconhecidos estranhos conhecidos;
Aprendendos a tomar mais conta de nós mesmos.
Existe um muito além do fora de dentro de nossas quatro paredes do pensamento.

Os nossos amores não são só de pêlo
E de pele, pelo pêlo


Mistura interna, liquidificadores modificam em contato liquifeito, metafisico mais possivel.
Viver nesse ciclo é brincar de imaginar um mundo bem diferente onde as pessoas deixam de ser coisas e passam a ser gente.

Os nossos amores vão da água pro vinho.


Existem amores que nunca morrem, ao passar dos tempos ficam melhores como vinho.

Aprendemos a valorizar muito mais a essência, nem tão pouco ao muito a aparência, projetando o cultivo de valores infinitos mais profundos pra não cair em tentação de se tornar alienados em um mundo de amigos sem amores próprios.

"E eu nem te contei, uma novidade quente"

Amores amigos sentem no carinho da palma da mão em um suave toque, saber ouvir mesmo que calado, somando alegrias e dividindo tristezas, respeitando o tão ocioso e sublime espaço entre o silenciar um segredo e a certeza da mão aberta estendida, tal cumplicidade não se descreve em linhas verticais de lado a lado, oposto, se vive.

Texto: Nilo Vieira
Foto: Flores, Sitio do meu velho lobo do mar (Pai)

sexta-feira, setembro 24, 2010

Que pena! Ainda não moro no Jacanã


Há tempos não escrevo.
Certos momentos são mais propicio ao ato.
Nossa vida é definida por momentos, mesmo aqueles que perdemos.
As boas escritas são realizadas no infinito profundo de um sentir.
Antigamente me parecia fácil escrever sobre tudo, era um mundo imaginário e às vezes ilusório no qual eu não vivia;
Ainda não moro no Jaçanã; mais minha mãe não dorme enquanto eu não chegar,
[ s a u d o s a _ m a l o c a ]
Não sou filho único, mas tenho minha casa pra olhar.
Hoje me parece difícil escrever, ou seja, vivo tudo que não tenho tempo de escrever, sem ilusões ou imaginações.
Não é bom mesmo perder o trem, mas o amanhã de manha nunca se sabe o que nos espera.

Texto: Nilo Vieira
Foto: Casa da minha prima Jô (São Sebastião),
bem Lanterna dos Afogados né? ?.

Homenagem a Adoniran Barbosa 100 anos

quinta-feira, setembro 09, 2010

M U D E R N O


Eu olho muito pro céu
É que eu ando de ônibus
Bebo no copo de requeijão
Combino terno e chinelo
Gasto tudo que ganho
Com farrinha barata
Trabalho o ano inteiro
Mas a minha grana...
Não dá nem pro cheiro

Quando minha mãe me liga
Digo que está tudo bem
E diante da rotina
Que você nunca vem
Volto pra casa
Desarrumada
Nada tem pra fazer
Vou pra cozinha
Puto da vida
E um miojo cai bem...

Texto: Muderno Foto: Rua da Praia São Sebastião