sexta-feira, agosto 27, 2010

Descubra a FELICIDADE


A gente corre, trabalha, estuda, malha, curti, viaja; mas o bom mesmo é ficar tranqüilo vendo a vida passar um pouco.

Não é que fazer tudo isso não seja interessante, mais existem horas na vida que o mais interessante mesmo é ser platéia, depois a gente volta aos palcos à luz sempre se acende e nunca faltarão espetáculos.

Já parou pra imaginar...[?]


Como é gostoso acordar ouvindo uma canção preferida numa segunda-feira?
Raspar a panela de macarronada no final do domingo?
Abraçar seu irmão no final de um fim de semana em família?

Falar com um amigo que não vê há tempos?

Esquecer pequenos problemas ou ofensas de pessoas que passaram por nossas vidas?

Dançar na balada a madrugada inteira com amigos felizes?

Sentir o vento no rosto na janela do carro durante uma viagem?


E por aí vai...

Toda forma de globalização nos limita.
Somos pontos digitais em “3 D” interligados nessa louca megabyte que é a vida.
Não deixemos que nos avassale de tal forma.

Tem horas que dá uma vontade danada de juntar tudo numa coisa só, mais quando tal vontade bater, vá ver o mar e fique imaginando o quanto de tinta foi necessária pra pintar tão reluzente o horizonte e viaje na ofuscante imagem do céu.

Sem se submeter.

Texto: Nilo Vieira Foto: Net

domingo, agosto 15, 2010

N O S T A L G I A


Recuos servem para avançarmos.

Certos momentos da vida nos isolado ao ponto de mergulho profundo a mente, descobrimos que realmente o tempo fermenta o que há de verdadeiro e intenso em nossos interiores.

Os
desejos ocultos
de outra hora, sensação de saudades de um tempo vivido.

Certos momentos não podem retroceder; mais bons momentos nos dão anima a recomeçar.

Se houve erros, falhas, decepções, traições, culpas, medos, dores ou qualquer coisa que não seja "nostalgicamente" importante nos dias presentes;
Por que não consertar, reconstruir, investir, redescobrir, colorir?

O futuro também é um tempo nostálgico.

Sentir saudades do que ainda não ocorreu é sonhar com algo melhor a frente.

Relembrar dias felizes é nostálgico, mas refazer dias felizes é mais nostálgico ainda.

A sedução da nostalgia é que ela aumenta quando esta de frente ao "flash back" da mente e jamais diminui quando sentimos saudades.

Nostalgia é interligada a emissões pulsastes de um bem maior.

A nostalgia se perde no que é infinitamente pequeno e se encontra no que infinitamente grande.


Texto:
Nilo Vieira Foto: Fim de semana perfeito - Jaguari/2006

sexta-feira, agosto 06, 2010

I A P O I S


Como um contador de historias, muitas das vezes esquecemos de escrever a nossa própria.
Parece que a vida sempre nos prega uma das suas mirabolantes conspirações para ver como sairemos das situações.

Não existe lei nenhuma que proíba ou tire o direito de um ser humano crescer digno, às morais e ética, não sou eu, nem ninguém que pode intervir.
Durante anos o afeto materno fora feito de maneira indiscutível apenas com o propósito de amor, muitas das vezes a atenção paterna não havia. O tempo passa, e como areia no deserto a paisagem muda.

Sem motivos banais quaisquer que submetam ou denominem a culpa de um dos lados.
A saudosa maloca passa por delicados momentos, não é simples como parece, mas nem tampouco impossível como se imaginava.

Não existe entidade nenhuma no mundo que se igualem as estruturas familiares da maloca de tão unida vira saudosa.
Os gritos e choro de uma mãe que agoniza a uma prisão física imposta por escolhas mal sucedidas não são tão diferentes quanto aos de uma mãe presa ao carinho e afeto de carregar o tal pesado nome de mãe.

Hoje apenas esperamos respostas de perguntas que nunca fizemos, cedo ou tarde, às vezes tarde que se torna ao amanhecer e muitas das vezes cedo que se chega a findar ao entardecer.
Esperamos que não sejam apenas feitas de ilusões suas escolhas, pra que não fiquemos malucos em vão, nem em vida vã morrer de solidão.
Hoje é fácil perceber que o tempo realmente é a cura.

“Iapois”!!! Gloriosos saudosistas estão a esperar.

Um dia historias pregada por vidas mirabolantes, iram conspirar ao desejo humano de futuro, onde afeto e paisagem caminharam entrelaçados nas estruturas firmes de afeto de mãe, sairemos dos pregos e das conspirações, já não haverá gritos e choros, o sol amanhecerá e irá se por em todas as janelas e portas da tão saudosa e grandiosa maloca.

“Saudosistas gloriosos à cura iram encontrar,
Os malucos tornarão escolhas, morrerá a solidão,
À beira portas sentaram apenas o tempo a passar,
Contando suas histórias que guardam no coração.”


Texto: Nilo Vieira - Foto: Silás Basílio

quarta-feira, agosto 04, 2010

S A I __du__M E I O


Qual é o ponto que separa o que anda junto a nós?
Estar sozinho é uma fase é um estado.
Podemos estar no meio de uma multidão e se sentir o ser mais solitário do meio.
Mas qual é o meio?
O meio é aquele onde estamos nem pra lá, nem pra cá, mas sim no meio, ao meio e se sentir ao meio é meio chato.
O bom mesmo é se sentir inteiro, com todos os meios.
Aí eu digo, mas o que é sentir-se inteiro?
Inteiro é a tal metade do meio de um inteiro que completa, preenche e compõe o nosso meio, com outro meio, formando um inteiro de alguns meios.

E no meio desses meios?
Está aí a divisão!!!
Divisão não é uma boa palavra!
Dividir nunca foi meu resultado.
Somar meio com meio, multiplicar esses meios, por inteiros, essa é minha matemática.
Mas e a divisão?
É onde a paixão é emoção e o amor é sentimento.
E quando junta esses meios?
Aí então a gente acredita por instantes que fizemos um inteiro, completo.
Unir tais pra se sentir completo não é bom, porque senão a gente se satisfaz, e se satisfazer rapidamente é se enjoar facilmente.

Então quer dizer que ser incompleto é melhor?
Sim, pois só aí temos curiosidade, prazer e vontade de descobrir rapidamente o que nos satisfaz facilmente, desde meio em diante, é mais uma nova busca pra multiplicar as metades dos meios dos tais pra formarem inteiros.
Aí a história vai sempre continuar, com um meio, do meio, ao meio, sem meio, formando vários inteiros de nos mesmos.


Nilo Vieira – Julho 2008

FOTO: Semáforo _ Rua Paraibuna - São José dos Campos

terça-feira, agosto 03, 2010

O U Ç A __Aquela canção do Roberto! ...Baby.Baby


Canções de Roberto sempre embalaram muitas histórias, dividirem esses momentos com nossa família é surreal.
Como amigos que fora buscar nova vida no exterior e teimam em viver em nosso interior, saudades de poucos.
Existem amigos do interior que buscaram novas vidas e que se ao longe estão em nosso exterior, saudades de muitos.
A ligação entre a gente e nossos pais é inexplicável.
Manias, gestos, tradições, gostos, palavras e dias de domingo são insubstituíveis.
Os sonhos continuam sendo feitos para gente viver.
Amores novos alimentam a alma, aprecie, aproveite, avance e ame. A vida é uma única via, não existe retorno, marginal ou via expressa, respeite toda e qualquer sinalização mais viva intensamente.
Já dizia Raul Seixas, fazendo um check up na vida, como Alice no país das maravilhas e durma em paz; faça força e force, mais nunca fiquei na fossa.
Nunca seja espelho de ninguém, reflita aquilo que deseja aos outros.