Vem alegrar-me, minha segunda imagem de pai, aos dias.
Sutilmente abracemos ao longo dos encontros e aprendamos
Que a vida passa, e estamos ao acaso da felicidade.
Com você aprendi sobre liberdade, eu não via a hora de chegar às férias, andar com sua bicicleta e ao entardecer, chorar de rir ao contar os machucados.
Aprendi um tanto de alegria, os dias mais felizes, os finais de semana, festas de fim de ano e churrascos no sítio.
Conheci de música, as que mais contavam estórias, eram as que mais tocavam o coração.
Aprendi que, o canto dos pássaros era imitado em seus assobios, de tão doces se tornavam reais.
E assim, com ele, vivi como eterna criança, que a vida
Passa e não volta, nada deixa e nunca regressa.
Hoje longe, aos pés de Deus, mais perto, em minhas lembranças
Vi sempre em seus olhos amores, nunca ódios, nunca ouvi a levantar a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Ao seu lado sempre fomos mais do que crianças.
E como antes ele levou o óbolo ao barqueiro,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Simples, alegre e amoroso.
Em sua despedida o “bem-te-vi” prestou sua homenagem, cantou vagarosamente sua mais doce melodia, assim como seus mais engraçados assobios.
E o vento balançou calmamente as folhas das árvores, num lindo domingo, assim.
Simples, alegre e amoroso.
Homenagem ao meu Tio Jair (in memória)
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